Independentes de Mim
Quem mata a morte? Quem vive a vida? Quem continua, e quem fica? Sei que nessa dúvida estou sozinho, cheio das coisas que essas perguntas deixam comigo, sozinho,…
Poemas sobre a vida, o tempo e a existência — versos sobre escolhas, perdas e o sentido das coisas.
Quem mata a morte? Quem vive a vida? Quem continua, e quem fica? Sei que nessa dúvida estou sozinho, cheio das coisas que essas perguntas deixam comigo, sozinho,…
Por enquanto, foi embora. O peso me esqueceu. E eu esqueci de lembrar. A paz veio sem avisar. Ficou quieta. Quase minha. Acreditei nela, como se acredita naquilo…
As primeiras horas do dia. A quietude dos pássaros cantando anuncia o começo de mais um dia de envelhecer. O envelhecer dos corpos dá cadência à alma, persistindo…
Uma fatia de pão, uma riqueza, um prazer, uma mordida, um sorriso, uma necessidade— uma rendição.
Vejo pessoas caminhando, pessoas chorando ou sorrindo, compartilhando ou tomando, dormindo em sua dúvida, alimentando-se de sua esperança sem esperança— angústia, desespero, êxtase, amor, ou pelo menos uma…
Os passos dados a lugar nenhum— eles importam? Eu apenas sei, assegurado pelo destino, que esses passos dados antes levaram a algum lugar. Sob a vontade, além do…
como um bravo guerreiro meu dente perdeu uma batalha, quebrado, infectado, e ainda assim sobreviveu. talvez não um guerreiro, como antes, mas ainda valente, para impedir que o…
Vidro fechado. Ar frio dentro. Mão bate fora. Ninguém abre. Moeda cai. Sinal abre. Carro segue. Ninguém olha. Noite chega. Papelão estende. Cidade acende. Ninguém vê.
Beatriz herda o relógio de chão da avó e descobre que, toda vez que chega o aniversário da morte dela, os ponteiros andam uma hora inteira ao contrário.
Um zelador noturno de hospital em Porto Alegre pede pra sempre limpar a mesma ala, no mesmo quarto onde a esposa dele passou os últimos dias. Uma nova ocupante do quarto muda o sentido daquele hábito.