Ilustração do poema “É a Minha Pergunta?”

É a Minha Pergunta?

português

Leitura do poema

“É a Minha Pergunta?” transforma a dúvida em espaço de encontro. A pergunta começa pertencendo ao poeta, mas logo se amplia até alcançar todos nós. Ela nasce da necessidade humana de ser, compreender e encontrar sentido. A repetição não procura cansar o leitor; cria círculos, como uma voz que volta ao mesmo ponto porque sabe que ali existe algo essencial.

O poema também percebe que a ausência de resposta pode responder à sua maneira. O silêncio não encerra a busca: devolve a pergunta a quem lê. No final, o convite direto — “Responda” — rompe a distância entre página e leitor. Já não observamos apenas a inquietação de outra pessoa; somos chamados a reconhecer a nossa. A força do texto está nesse compartilhamento: talvez perguntas profundas não pertençam a ninguém, mas passem de uma consciência para outra.

english

Reading the Poem

“Is It My Question?” turns uncertainty into a place of encounter. The question begins as the poet’s own, then widens until it reaches all of us. It rises from the human need to be, to understand, and to find meaning. The repetition does not seek to tire the reader; it creates circles, like a voice returning to the same point because something essential waits there.

The poem also senses that the absence of an answer may answer in its own way. Silence does not end the search; it returns the question to whoever is reading. The final invitation — “Answer” — removes the distance between page and reader. We are no longer simply observing another person’s uncertainty; we are asked to recognize our own. The poem’s strength lies in this sharing: perhaps profound questions belong to no one, but travel from one consciousness to another.

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