Na Névoa
Na névoa da decisão,
Onde a estrada se bifurca,
À retidão,
Ou à conveniência,
Uma parada,
Uma dúvida,
Um susto moral.
Na névoa da vida,
Onde o legado encara
Os anos à frente,
Uma consciência espera,
E uma pergunta persegue,
Pressionando a ação,
de pé,
Permanecendo,
Observando.
In the Mist
In the mist of decision,
Where the road forks,
To rightness,
Or convenience,
A stop,
A doubt,
A moral scare.
In the mist of life,
Where legacy faces
The years ahead,
A consciousness waits,
And a question pursues,
Pressing action,
standing,
Remaining,
Watching.
Leitura do poema
O poema começa dentro de uma névoa, no instante em que a decisão abre dois caminhos: o que é certo e o que é conveniente. A parada, a dúvida e o “susto moral” não oferecem resposta. Apenas tornam visível o desconforto de perceber que escolher também revela quem somos.
Depois, a névoa se amplia da decisão para a vida. O legado olha para os anos que ainda virão, enquanto a consciência espera e a pergunta permanece. De pé, insistindo e observando, ela transforma o silêncio em pressão: não diz qual ação tomar, mas não permite que a escolha desapareça.
Reading the Poem
The poem begins inside a mist, at the moment when a decision opens two paths: what is right and what is convenient. The stop, the doubt, and the “moral scare” offer no answer. They simply make visible the discomfort of realizing that choosing also reveals who we are.
Then the mist expands from the decision to life itself. Legacy faces the years ahead while consciousness waits and the question remains. Standing, persisting, and watching, it turns silence into pressure: it does not say what action to take, but it does not allow the choice to disappear.
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